27
novembro

Geração distribuída, como reduzir custos de distribuição e impactos ambientais e sociais.



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Na geração distribuída, reduzem-se os custos com distribuição e os impactos ambientais e sociais.

A produção de energia descentralizada de pequeno porte, no próprio local ou próximo de onde o insumo é consumido, está enraizando cada vez mais no mercado fértil do Brasil. No atual cenário de crise econômica e energética, o modelo de Geração Distribuída para a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis é algo e com uma crescente melhora no custo-benefício.

Por conta dos atuais regulamentos, a geração distribuída ainda não deslanchou no Brasil.

aproximadamente 15 mil unidades instaladas, somando uma capacidade total de 170MW, o que representa apenas 0,1% da capacidade instalada de geração no País.  Dessa potência, consumidores comerciais representam 37,4%; residenciais, 31,3%; industriais, 18,4%; rurais, 8,9%; e outros, 3,9%.  Em unidades instaladas, o consumidor residencial lidera com 79%, ante 15% do comercial. Há, entretanto, grande potencial de crescimento em todas as classes de consumo. Pelas projeções da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), é possível estimar que em 2024 haverá um mercado de 887 mil consumidores recebendo créditos de energia em qualquer modalidade de geração distribuída, o que equivale a aproximadamente 3.200 MW de capacidade instalada.

São dados importante, que demonstram um forte crescimento das novas fontes de geração de energias renováveis, como eólica, solar, biomassa, biogás e Centrais Geradoras Hidroelétricas (CGHs). No total, essas chamadas energias limpas ainda representam uma pequena parcela na matriz energética brasileira. Contudo, a estrutura da indústria da eletricidade no mundo todo, incluindo o Brasil, vem passando por mudanças, pressionada por um movimento global de redução da pegada de carbono (emissões de CO2), redução de custos e aumento da eficiência energética das empresas. Um exemplo disso é o RE100, iniciativa voluntária que reúne mais de 100 empresas globais, incluindo grandes corporações, comprometidas com o consumo de 100% de energia renovável.

No Brasil, as formas tradicionais de geração — usinas hidroelétricas e termoelétricas – ainda são as maiores fontes de energia. A expansão baseada nessas fontes, porém, é cada vez mais cara e traz maiores riscos de passivo ambiental e social, que vão desde a poluição das águas a deslocamentos das populações ribeirinhas. As usinas são construídas, em geral, longe dos grandes centros urbanos e o processo de transmissão de energia é feito por meio de fios, encarecendo o custo da obra e gerando desperdício. A Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia) calcula que 6,5 GW médios de energia no Brasil se perdem na transmissão, algo como uma Belo Monte e meia.

Na geração distribuída, reduzem-se os custos com distribuição e os impactos ambientais e sociais, devido ao modelo descentralizado do sistema de geração e abastecimento. A economia no preço do insumo ao consumidor é estimada entre 5% e 20%, variando de acordo com a tarifa da distribuidora local, fonte de energia empregada, dentre outros fatores. É a principal alternativa de fornecimento à concessionária local para consumidores que possuem cargas menores e que não podem migrar para o mercado livre, que correspondem a cerca de 60% do consumo total de energia no País. Ou seja, a geração distribuída também é um importante instrumento de empoderamento do consumidor de pequeno porte.
Para empresas como redes de drogarias, bancos e até concessionárias de rodovias, que têm estrutura pulverizada (pontos de consumo espalhados por várias cidades), a geração distribuída pode ser estratégica. Não apenas pelo seu custo mais competitivo, mas também pela previsibilidade de gastos. Há ainda a vantagem de poder associar o nome da empresa ou marca a ações que reforcem a preocupação e comprometimento com a sustentabilidade.

Os contratos na geração distribuída podem seguir o modelo de preço fixo, que protege a empresa das constantes variações no preço do insumo e dá maior previsibilidade ao negócio, ou o de desconto garantido, que estabelece uma redução de custo em comparação à tarifa da concessionária local. Todo o insumo gerado e consumido a partir da geração distribuída cria um crédito de energia, que pode ser usado para abater componentes presentes na fatura de energia, inclusive impostos, dependendo do projeto em questão e do estado em que está situada a geração.

O sistema prevê que a energia produzida excedente seja convertida em crédito válido por até 60 meses, ou seja, caso o consumidor não use a energia produzida no mês em sua totalidade, a “sobra” será compensada em futuras cobranças – no abatimento do consumo ou na fatura dos próximos meses.
Ainda que de maneira cautelosa, a geração distribuída já é realidade no País e tem beneficiado o sistema elétrico brasileiro e os consumidores que optaram por essa alternativa de fornecimento. Há espaço, no entanto, para aprimorar a regulação no sentido de permitir arranjos comerciais mais simples, para que esse segmento se desenvolva de maneira plena, proporcionando enormes benefícios para toda a sociedade junto com a Enerray.

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